29 novembro 2010

Eu comigo mesma.

 É importante registrar que, hoje, dia 29 de novembro de 2010, eu, Isadora Winck dos Santos, estou pensando no que eu desejo. E eu desejo algumas pequenas coisas, nada importante. Algo como conseguir o que eu quero à qualquer preço, apenas isso. Só não vou matar, roubar e me prostituir, de resto, à combinar.
 O que acontece é que eu cansei de ser boazinha e a acolhedora de todos os problemas do mundo. Não, ninguém nunca me pediu pra ser assim. Cuidar de uns, proteger outros, defender, ajudar, abraçar, beijar, brincar, ser confidente, ouvinte, conselheira, abraçar causas que não cabem à mim. Eu só quero sufocar isso até que morram, pelo menos uma boa parte desses sentimentos e atitudes nunca recíprocos.
 As pessoas são prepotentes, arrogantes e irônicas. Enquanto isso, eu sofro com suas malditas armas, por sinal as melhores para ferir realmente um coração, e elas, bom, elas riem e continuam suas vidinhas medíocres. SIM, EU ESTOU REVOLTADA.Quero e vou conseguir o que eu quiser, nem que pra isso eu tenha que passar por cima de uns ou de outros. 
 Não é assim que você sempre faz?! Não é assim que você sempre fez?! Você não gosta de ter o que quer?! de machucar quem você quer?! a hora, a noite, o dia, o momento que você quer?! Por qualquer e mais ridícula que seja a sua justificativa depois, não é isso que você  faz?!
 Por isso, pense no que você faz e não me julgue por escrever o que eu realmente sinto aqui, bem dentro de mim. Isso é o que eu sou agora. Pode ser feio, pode ser prepotente. Eu pelo menos me mostro, eu pelo menos sei quem eu sou e o que estou sentindo.
 Você aí, que se esconde, você sabe quem você é? você sabe o que você quer? o que você precisa? o que te faz feliz? 
 QUEM É VOCÊ AFINAL? Foda-se, eu não quero ouvir, eu não pretendo ajudar. Apenas foda-se. SIM, eu estou revoltada, e isso é engraçado.

27 novembro 2010

Set me free

 Mais uma vez estou aqui, tentando talvez me expressar, talvez me entender.
 A atual situação me induz a continuar distante. Distante de tudo que possa tirar minha liberdade tão agarrada à mim que mais parece um filho sendo tirado do colo da mãe. A tão esperada e almejada, a cereja do bolo, a atriz principal de uma novela sem pé e muito menos cabeça. A novela?! Minha Vida. A atriz principal?! EU.
 Pode ser por covardia, por medo ou por simples capricho mesmo. Na verdade mais profunda, é puro desejo e sede insaciável de ser independente. Alguém sem direção, sem receio, sem vergonha, sem nem mesmo amor.
 Os dias deste ano, que marca o fim de um ciclo vicioso, andam passando rápido demais perante meus olhos. Eu tento acompanhá-los em uma corrida de passos largos e até consigo, mas logo vem a fadiga e eu me canso. Volto então ao primeiro estágio, o tal onde tenho a nítida impressão de que estou vendo minha vida passar por mim e estou me agarrando a tudo que posso. Mesmo assim, com todo o meu esforço, parece ser tão pouco. Afinal, o que eu queria?! Queria quem sabe, a capacidade de ser muitas?! de amar muitos?! de viver pra sempre?!.
 Por isso, preciso viver sem direção ou alguém, que não seja eu mesma, para pensar, cuidar, precisar, AMAR. Só vai me atrasar mais, me prender mais, me deixar, ainda mais, com aquela maldita impressão de que tudo está simples e nitidamente passando e se acabando. Eu não quero, eu não posso, eu não devo, eu não vou sair do meu caminho.
 'Em paz, eu digo que eu sou motivo do que vai adiante, sem mais eu fico onde estou, prefiro continuar distante.'
 Ops, a vida não é um chefe muito paciente, e eu estou atrasada. Preciso correr atrás do prejuízo, preciso viver. Fuiiiiii!