Eu não sei o que eu quero, e a confusão só aumenta quando em um dia tenho certeza, em outro nem tanta, em outro nenhuma. A certeza só cabe à mim quanto ao que sou, mas nem sempre quanto ao que sinto. E isso é confuso demais para o meu entendimento sempre tão aberto e ao mesmo tempo conservador.
Talvez eu chore demais, talvez eu ria demais, talvez, quem sabe, eu faça os dois demais. Não sei. Se choro demais sinto-me bem por saber que meus sentimentos estão guardados bem demais e que de alguma forma terão de sair, nem que sejam através das lágrimas. Se rio ou gargalho demais sinto-me livre de todo o mal, como se Deus entrasse em mim através destes atos e me fizesse crer num mundo nem tão perfeito, mas perto disso.
Mas e quem disse que a vida é cheia de certezas?!
Mesmo que seja confuso, mesmo que seja doloroso não saber o que se sente, não quer dizer que sou má, que não possuo sentimentos. Pelo contrário, mostra que eles estão aqui dentro de mim. Eles só precisam ser interpretados e, entendidos.